Ano Internacional das Florestas

Neste ano de 2011, o mundo se volta para conhecer melhor e discutir a temática florestal: a Organização das Nações Unidas (ONU), designou 2011 como Ano Internacional das Florestas. Um dos principais objetivos é a “promoção do manejo sustentável, a conservação e o desenvolvimento das florestas em todo o mundo, e a conscientização do papel decisivo que as florestas desempenham no desenvolvimento global sustentável”, incluindo-se tanto as florestas naturais como as plantações florestais. Pretende-se, também, demonstrar como as florestas contribuem para a erradicação da pobreza.

O Brasil ocupa posição de destaque neste cenário, seja pela importância e grandiosidade de suas florestas naturais, seja pela tecnologia de ponta e produtividade de seus plantios florestais. A área de cobertura florestal no País é de 516 milhões de hectares, o equivalente a 60,7% de sua área, sendo 509,8 milhões de ha de florestas naturais e 6,8 milhões de ha de florestas plantadas.

As florestas cumprem diversas e diferentes funções em nosso planeta, tais como biodiversidade, água, fluxo gênico, proteção e conservação de solos, recuperação de áreas degradadas, seqüestro de carbono, e também fornecem matéria-prima para serviços e bens de consumo para o cotidiano da população, como madeira, papel, embalagens, e mesmo produtos nem tão aparentes assim, como aço, cimento, remédios, alimentos, entre tantos outros.

Presente em todos os biomas brasileiros, a Embrapa busca conservar esse imenso patrimônio florestal e ambiental e se preocupa em pesquisar a questão florestal desde sua fundação. Estas pesquisas permitem transformar em realidade princípios como conservação e desenvolvimento sustentável. Diversas Unidades já inseriram o tema em seus trabalhos, além daquelas que já têm a questão florestal em sua missão. Entre as tecnologias pesquisadas e disponibilizadas, estão as voltadas para todas as fases do manejo florestal, tanto de espécies nativas quanto introduzidas; melhoramento genético; manejo de pragas; recuperação de áreas degradadas; sistemas agroflorestais; produtos não-madeireiros; monitoramento ambiental e temas mais recentes como florestas energéticas; mudanças climáticas; integração lavoura-pecuária-floresta e biotecnologia florestal.